Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Massagens que me stressam

 

 

No outro dia fui – enfim – fazer a massagem que a Sapo me
ofereceu – Obrigada Sapo! – ao Chakras – maravilhoso Chakras!

Para quem nunca lá foi, vá! É exótico, bonito, charmoso,
tratam-nos como rainhas, e sentimo-nos rainhas!

Voltando à minha massagem: descobri que não sei “não pensar”.
Vou explicar. Quando estamos a fazer uma massagem é suposto relaxarmos, não
pensarmos em nada, deixarmos os problemas lá fora. Impossível. A minha cabeça
pensava na lista de compras que tinha mesmo de fazer no final de semana, depois
parava e ordenava-me a parar com aquilo. Dois segundos com a cabeça vazia. E lá
vamos nós de novo.

Pensei na decoração da casa, que gostava de remodelar tudo
mas que não tinha dinheiro para isso, e, por isso, ia só mudar as coisas de
sítio. Depois no que me tinha esquecido de fazer no trabalho. Depois na minhas
resoluções de ano novo, que já tinha passado quase um mês e que, até agora, nem
um esforço tinha feito para as realizar. Depois nas mãos e nos pés que tinha
mesmo de fazer porque já era uma vergonha. Tinha uma unha partida e outra com
verniz a metade.

Só parei de pensar quando adormeci. Acordei com a massagista
a levantar-me as pernas. E, em vez de estar feliz por ter relaxado, senti-me
angustiada a pensar se teria ressonado. Concluindo, não sei até que ponto as
massagens funcionam em mim…

Ainda por cima saí de lá às 19 horas, fui a correr para
casa, e, quando enfim me enfiei na casa de banho, percebi que os óleos de
relaxamento tinham chegado ao meu cabelo. Parecia um pinto lambido, cabelo todo
escorrido e oleoso… Fui para a banheira e todos os óleos e cremes maravilhosos,
que serviam para hidratar a minha pele, foram-se pelo ralo.

Às 20 horas estava num jantar a pensar que andava muito
stressada e a precisar de relaxar… a vida é muito irónica mesmo…


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publicado por batomvermelho às 18:14
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Coisinhas pequenas que estragam tudo

Será que há relações que duram para sempre? Como é que
engolimos a raiva quando essa pessoa faz uma coisa dezenas, centenas, milhares
de vezes, apesar de lhe termos pedido que não a faça? Como é que se ultrapassam
os pequenos defeitos que nos irritam? Como é que se aguentam os dias em que nos
apetece estar sozinhas e mandar no comando da televisão? Como é que expulsamos
um homem da cama quando tudo o que queremos é fugir do calor, esticando-nos
todas no colchão? Como é que temos imaginação para tantos aniversários, natais,
dias dos namorados?

Hoje digo, com amor e paciência.

Se não dá para mandar no comando da televisão, o quarto e um
livro são os nossos melhores amigos, e ninguém manda no livro que lemos.

Os defeitos aguentam-se. Nem que se vá para a casa de banho
gritar sozinha, só para não gritar com ele.

A cama… a cama não há nada a fazer. Aguenta a companhia. Se
bem que tenho uma amiga que é totalmente a favor de quartos separados. Eu ainda
não sei o que penso sobre isso, já reflecti várias vezes mas não chego a
nenhuma conclusão. Por isso, se a companhia na cama dá calor, comprem um AC.

Se o sofá não chega para dois, comprem um maior.

Se vos apetece estarem sozinhas, vão fazer uma massagem, mãos,
pés, limpeza de pele. Qualquer actividade que não vos obrigue a falar. Ou limitem-se
a fecharem-se no quarto de banho, encham a banheira e metam-se lá dentro com
uma musiquinha e uma cerveja fresca na mão. Este ritual faz milagres.

As relações têm de acabar por coisas grandes. Mas a maioria
acaba por coisas pequenas, do dia-a-dia, que nem notamos. E vão nos enchendo os
nervos até sermos obrigadas a dar um pontapé e a dizer basta!

Só que há soluções antes desta. Antes do basta, há soluções.
Podem ser só pensos rápidos para um mal maior, mas resolvem muita coisa e
sobretudo, mais do que tudo, evitam muita coisa. Os chorrilhos de crueldades
que dizemos quando estamos no meio de uma discussão não desaparecem quando a
discussão acaba. Ninguém se esquece do que o outro disse, da forma como o
disse, e sobretudo do quanto doeu. E fica sempre o medo de que o diga de novo.

Uma amiga minha disse, e cito: “Acho que as relações são
feitas de barreiras "subentendidas" que sustentam o respeito e a
amizade (entre outros). E, à medida que vão sendo ignoradas, simplesmente
deixam de existir. Quando se insulta pela primeira vez, passa a ser menos
proibido. Quando chamas "inútil" pela primeira vez, passa a ser menos
proibido. Quando trais pela primeira vez, passa a ser menos proibido. etc etc
etc”.

As coisas não se esquecem, nada se esquece. E há palavras
proibidas, há gestos proibidos, há pensamentos proibidos. Por isso, quando
acharem que estão perto do ponto de ruptura por coisinhas pequenas que não têm importância
nenhuma, saiam daí. Vão acalmar-se para algum lado, vão beber um copo, ler um
livro, tomar um banho, fazer uma massagem. Porque depois não há retorno.



publicado por batomvermelho às 17:22
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Apenas uma tarde

 

Estranho como uma noite, uma tarde, um momento pode mudar
tudo. Éramos quase insensíveis àquele homem, e algo acontece. Esse algo acaba
com o nosso dia seguinte, deixa-nos ansiosas, nervosas, alegres e leves. Num
momento. Num momento em que, de repente, deixámos de ser nós, e ficámos sem
medos, angústias ou inseguranças, e conseguimos despejar tudo cá para fora. O
amor, a paixão, o carinho.

É difícil, quase insuportável tomar a decisão. Nunca sabemos
se é certa ou errada. E fica o medinho, lá bem no fundo de nós próprias de ter
estragado tudo, de ter dito que não ao homem da nossa vida. Mas depois a
certeza, a liberdade, a alegria de estar com amigas diz-nos que sim, foi a decisão
certa. E estamos bem, e ouvimos música no carro, e cantamos, e sentimo-nos
poderosas e fortes. Até aquele momento. Em que tudo muda. Em que a leveza da
liberdade é trazida para aquele espaço e, entre quatro paredes, já não somos a
mulher que éramos com ele. Somos só outra pessoa, aquela que gostávamos realmente
de ser. Leve, alegre e sem medos. Aquela que resgatámos quando estávamos
sozinhas, com as amigas, leves e poderosas. E de repente, com aquele homem, com
quem tudo era feio e mau, passa a ser simples e bom. Porque nós mudámos? Porque
ele mudou?

Será que tomámos a decisão certa? O que aconteceu ao longo
da relação que estragou tanto tudo? Em que nos tornámos? E sobretudo no que nos
tornámos quando nos afastámos e voltámos, por uma tarde, uma tarde apenas, a
estar juntos? Estamos melhor sozinhas ou com ele? E, no fundo, será que
conseguimos viver sem ele?

O dia seguinte àquela tarde é intenso. Não conseguimos
trabalhar, ou pensar. Só temos um imenso, terrível, assustador medo de nunca
mais termos uma tarde daquelas. E depois o alívio. De deixar tudo nas mãos do
destino. Pensar que estamos entregues a Deus e aos Anjos e que eles hão-de
ajudar-nos a encontrar o melhor caminho. E mais uma vez o medo que o destino
nos leve para longe daquele homem, que já nos fez tanto mal, mas que nos amou
tanto. A quem nós fizemos tanto mal, mas que queremos tanto.

Literalmente à beira de um ataque de nervos e cheia de
trabalho…



publicado por batomvermelho às 16:59
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